Casa nova, ceia nova

Natal é época de virar chef, comer rabanadas e, ao final, assistir maratonas de filmes e seriados enquanto se recupera de tudo que comeu e bebeu. Mas esse Natal para nós teve um toque especial: o namorado e eu resolvemos fazer a ceia lá em casa.

Saímos, então, em busca de boas receitas para arrasar nesse que pode ter sido o primeiro Natal de muitos. Basicamente eu procurava opções e o namorado aprovava ou não; tudo devidamente compilado no painel especial de Natal lá no Pinterest. O cardápio escolhido, então, foi: lombinho ao molho de mostarda, farofa, arroz, salada de batata e salada de espinafre. De sobremesa, clássicas rabanadas e doces portugueses.

Para não deixar tudo pra cima da hora, começamos os preparativos no dia 23. Colocamos o lombinho para marinar (em uma pasta feita com cebola, alho, alecrim fresco, azeite e vinho)  e cozinhamos as batatinhas calabresas para a salada (o ponto certo da batata é um desses mistérios que você aprende chutando: o suficiente para ficar cozida, sem ficar molenga). De qualquer jeito, a maior parte do trabalho seria feita no próprio dia de Natal para tudo ficar fresquinho. O pessoal da Arte Conventual entregou nossa encomenda de doces portugueses no próprio dia 24 e por volta do meio dia iniciamos o restante dos preparativos.

As rabanadas, receita da irmã de M.H., foram feitas numa parceria sincronizada: enquanto eu sujava as mãos com leite e ovos, o namorado se expunha aos perigos do óleo quente para fritá-las. Rabanadas prontas, passamos para a maionese caseira, misturamos com a batatas que já estavam cozidas e guardamos na geladeira para proteger do calor. Dispensamos salsinha, erva doce, etc., pois somos avessos a esses enfeites.

DSC_0936Passo seguinte foi a farofa. Escolhemos a receita do Panelinha – farofa de bijú com castanha-do-pará -, mas preferimos não usar raspas de limão como a receita sugeria, pois achamos que nossa ceia já estava bem cheia de sabores.

Para economizar na ceia, usamos o arroz que já tínhamos em casa. Mas para não ser tão simplório, optamos por fazer um mix: arroz selvagem e arroz vermelho. O arroz selvagem demora muito para ficar no ponto, por isso cozinhamos separadamente e juntamos tudo quando ficaram prontos.

DSC_0934Para a salada verde: avelãs torradas (esfregar bem para tirar as cascas e quebrar em pedaços grosseiros); lavar bem o espinafre e separar as folhas (não sou fã dos caules); parmesão em lascas; e fatias de pêra (regar com um pouquinho de limão para não escurecer). Na hora de servir, misturamos tudo e regamos com vinagrette de limão (1 parte de limão, 2 partes de azeite, sal e pimenta).

Enquanto eu ajeitava a salada, o namorado atacou o lombinho – para o molho: mostarda Dijon, mostarda em grãos, mostarda ao mel, vinho branco, alecrim, sal e pimenta, tudo batido no processador para ficar homogêneo. Ele esquentou azeite na caçarola Le Creuset (um dos incríveis presentes que ganhamos de Natal), cortou o lombinho em medalhões  e selou-os. Em seguida, juntamos maçã verde, cebola e alho na panela, regamos tudo com o incrível molho de mostarda e deixamos descansando, esperando chegar mais próximo do horário do jantar.
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O lombinho levou mais ou menos uma hora no forno – tempo para cozinhar bem e ficar dourado por fora – e como a Le Creuset é quase uma obra de arte, ela foi direto para  mesa.

Encerrada a etapa salgada, foi hora de trazer as guloseimas doces: nossas rabanadas caseira, queijadinhas de sintra, pastel de belém (que aquecemos por alguns minutos no forno) e pastel de tentúgal (já falei dos doces da Arte Conventual em outro post aqui do blog). DSC_0940Nossa mesa tinha também sorvete de creme, café coado e um Cointreau trincando de gelado (sem contar as tradicionais frutas natalinas – cerejas e ameixas).

Casa nova, novos hobbies e novas tradições. Por mais Natais como esse: na companhia de pessoas queridas e com boa comida.


 

PS1: A saga da nossa ceia de Natal começou bem antes da manhã do dia 24; quando M.H. gentilmente comprou um lombinho fresco na feira e tive que pedir para uma amiga guardar o lombinho no frigobar do escritório dela lá no Centro.

PS2: Receita de Rabanada da irmã de M.H. que faz a melhor rabanada do mundo: 1) cortar fatias de pão de tamanho médio – não podem ser nem muito grossas (ficam secas) nem muitos finas (se quebram); 2) fazer uma mistura de leite de vaca com leite condensado (a quantidade de leite condensado fica a critério do paladar de cada um); 3) bater uma clara em neve, até ficar consistente e então juntar a gema. Passar o pão na mistura de leite para amolecer a casquinha e ficar bem molhadinha, depois na mistura de ovo e, então, fritar em óleo quente. Finalizar passando a rabanada em uma mistura de açúcar com canela.

PS3: Receita de maionese caseira do livro da família – uma gema de ovo cozida, um ovo cru inteiro, sal, pimenta e mostarda batidos com azeite a gosto, até alcançar a consistência cremosa da maionese. Vale também acrescentar manjericão, se quiserem uma maionese “diferenciada”.

 

 

 

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