Nó! Fraga?

Nunca entendi muito bem o apelo dos tais double-dates que vemos em filmes americanos. Afinal de contas, sair com duas outras pessoas pelo simples fato de que elas também são um casal não me parece um bom motivo – muito menos garantia de sucesso. Mas quando o namorado é padrinho de casamento do casal, você deixa a apreensão de lado e aperta o play.

Ficamos divididos na hora de escolher o local, mas resolvemos ir conhecer um dos novos bares da Barão de Iguatemi (muito em breve o local será apelidado de Baixo Tijuca), o Noo CachaçariaEm plena quarta-feira, não tivemos dificuldade para conseguir mesa, mas apesar de não estar lotado, durante todo o tempo que ficamos por lá, o bar tinha outras mesas ocupadas.

Porta de vidro de correr na entrada, paredes e pilastras cinzas com dizeres e pratos do dia escritos a giz, balcão de bar ao fundo, uma parede de tijolo aparente; a cachaçaria tem itens de decoração vintage  (como aqueles paliteiros com um passarinho em cima), mas aposta em um cardápio recheado de clássicos repaginados.

Ao chegar, eles oferecem uma porção de pipoca tira-gosto (salgadinha e crocante), afinal, bar mineiro não pode economizar na comida. Para beber, os rapazes pediram doses de cachaça, três ao todo para cada, uma diferente da outra. O namorado, por exemplo, foi de Santa Rosa VIII, Ferreira Januário Umburana e Germana Caetanos; as doses variam entre R$8 eR$12. As meninas pediram drinks com cachaça; a versão adaptada do mojito e a clássica caipirinha (de kiwi). A caipirinha (R$ 14) vinha com fruta na medida certa e cachaça suave; o mojito, servido no clássico copo alto, mereceu elogios.IMG_6904

Escolhemos a opção de petisco do dia: pastel de vento (R$ 18) com molho de carne, camarão e queijo. Os mini-pastéis são hiper sequinhos e crocantes, sem recheio, uns estufadinhos e outros, não e acompanham três molhos para uma experiência DIY: a carne moída é molhadinha e bem temperada; o camarão vêm em pedaços pequenos, com muito molho cremoso e pedacinhos de tomate; o queijo também é cremoso e vem caprichado no alho torrado. A brincadeira foi misturar e combinar os diferentes molhos no mesmo pastel. IMG_6907

Seguimos com coxinha, bolinho cucuruqui e torresmo (o cardápio já informa que a porção de torresmo demora bastante). A primeira porção a chegar foi a dos bolinhos (R$ 18, 6 unidades): são bolinhos de tapioca, crocantes por fora, com micro pedacinhos de linguiça defumada e bastante queijo para dar aquela cremosidade pro recheio. Quatro pessoas em silêncio absoluto não é tarefa simples, mas o bolinho conseguiu!

IMG_6917Depois veio a coxinha (R$ 17, sete unidades): são pequenas gotas com recheio cremoso de frango desfiado com requeijão e super bem empanadas. O truque, como diz o cardápio, é que elas não têm massa, são puro recheio. Muito gostosas, mas foram ofuscadas pela maravilha que eram os bolinhos de tapioca.

Em seguida chegou o torresmo (R$ 19): o cardápio chama de “torresminho”, mas é só modo de falar. A bela porção de torresmo de barriga, carnudo, com casquinha sequinha e quase sem gordura, acompanhado de geléia de pimenta estava tão boa que o namorado quase pediu mais uma.

IMG_6925Na etapa seguinte da nossa maratona de petiscos, escolhemos o sanduíche de linguiça (R$ 22) de 25cm para dividir por quatro: pão macio e levinho, com bastante linguiça (sem gordura e bem sequinha) flambada na cachaça, com queijo canastra, cebola caramelizada e mostarda. Como a cebola é caramelizada, foi mais difícil identificar o mel e o melaço no molho de mostarda, mas nada que afetasse o resultado final: sanduíche aprovadíssimo.

IMG_6928Como já estávamos atolados até a cintura na jaca em plena quarta-feira, resolvemos experimentar também a sobremesa. Das duas opções da casa – pudim e brigadeiro – escolhemos o brigadeiro (R$ 6), dois para dividir por quatro. Servido num copinho de cachaça e com mini colherinhas, o brigadeiro é de uma cremosidade ímpar, doce na medida certa e com uma dose de cachaça para ser especial. De lamber os beiços!

As meninas que trabalham lá foram tão simpáticas e atenciosas que quase esquecemos que estávamos no Rio; só ficou faltando o cafezinho (mas garantiram que dá próxima vez já teriam instalado a máquina). Finalmente descobri a raison d’être dos double-dates:  aumentar exponencialmente o número de pratos do cardápio que você consegue provar em uma noite. Aí, eu não só entendo, como viro fã. Alguém quer marcar um barzinho?

(Noo – End.: Rua Barão de Iguatemi, 358 – Tel.: 3689 4388 – sem site?)

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