Explicando o mau-humor das próximas semanas

A gente tem sempre um motivo para enfiar o pé na jaca né? Ou é Natal, ou é inverno (e você não precisa usar biquini) ou tem festa de aniversário no escritório e trouxeram aquele monte de coxinha, docinho e bolo.

Depois dos excessos vem aquela culpa, aquela sensação de inchaço e no fim, você tem muitos quilos a mais do que tinha no começo de 2015. Trocando uma idéia com uma amiga, tive o empurrãozinho que faltava para dizer “chega”. Convenci o namorado a entrar na loucura comigo, fomos ao mercado encher a geladeira de coisas saudáveis e pronto: estamos fazendo um programa de desintoxicação, o Clean.

Pelo Clean você basicamente corta um monte de coisas do cardápio (talvez corte os pulsos também), faz somente três refeições por dia – duas líquidas e uma sólida-, jejua por 12 horas entre o jantar e o café da manhã e aí, em tese, você livra seu corpo de toxinas e, de quebra, ainda perde uns quilinhos.

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Pêra, kiwi, água de coco e avelã

Afinal, você cortou glúten, lactose, álcool, açúcar e cafeína: como engordar se só sobrou fruta e verdura na lista de coisas para você comer?!

O método é uma criação do Dr. Alejandro Junger; um médico uruguaio que, ao mudar para o Estados Unidos, começou a ter inúmeros problemas e, insatisfeito com as respostas que recebia, foi buscar a solução na alimentação.  A idéia é que determinados alimentos prejudicam o corpo e impedem que ele desempenhe suas funções normais; ao eliminar esses alimentos, você se livra das toxinas e seu corpo pode voltar a se “auto-curar”.

Óbvio que essa é a versão resumida; o livro tem muitas páginas de histórias (de sucesso), explicações e sugestões para ajudar o leitor a sobreviver ao programa sozinho. Você já sabe que o programa vai ser difícil quando o livro mesmo admite que nem todo mundo consegue completar o programa inteiro.  Mas, quem sabe, talvez da próxima vez você consiga.

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Frango ao forno com alecrim, limão, maças e rabanete; arroz negro com castanha de caju; pepino com vinagre de maçã, azeite e linhaça; salada de folhas com cenoura e beterraba cruas.

Imaginei entrar aos poucos nesse jogo, mas o namorado disse para eu parar de enrolar, então lá fomos nós. Nada de café com leite de manhã, nada de queijo-quente na hora do lanche e nem pensar em comer uvas no lanche da tarde. Depois de três dias na Dieta da Eliminação (quando você só corta os alimentos do mal, mas segue comendo normalmente), dores de cabeça lancinantes e outros sintomas mais desagradáveis, iniciamos de fato o  programa de (hopefully) 21 dias; 21 dias para descobrir um novo mundo de shakes, jejuns e produtos orgânicos e para virar fã do programa da Bela Gil.

Estamos encarando isso como um desafio culinário – para transformar coisas que raramente comemos em alimentos atraentes, caprichando na criatividade para não cair na mesmice. Hora também de testar opções caseiras de coisas que estamos acostumados a comprar no mercado – fizemos nosso próprio leite de coco e nossa própria manteiga de amêndoas. Testamos também chá com casca de abacaxi, folhas de hortelã e matcha, para aquelas horas que você prefere alguma coisa mais empolgante do que água pura.

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Peixe marinado em limão feito na chapa; tapioca com cebola refogada; arroz negro e salada.

Já teve: curry vegetariano feito pela amiga; abóbora assada com semente de girassol e gengibre; arroz com lentilha, cominho e azeitona; chips de batata doce com páprica; ervilha torta no vapor; brócolis com linhaça; frango orgânico ao forno com óleo de coco, limão, alho, cebola, manjericão e mostarda em pó (o que sobrou depois foi pra panela, levou leite de coco e ficou um luxo); blueberry com leite de amêndoas, manteiga de amêndoas e cacau em pó 100%; suco de couve, maçã verde, abacaxi, gengibre e água de coco; manga com abacaxi e leite de coco com polpa. Nos sucos e vitaminas, deixamos bastante pedacinhos, que essa coisa de mastigar ajuda na ilusão de que você está satisfeito e bem alimentado, mas ainda estamos descobrindo o que a gente acha bom e o que não vai dar para encarar.

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Amora com leite de amêndoas, manteiga de amêndoas, coco ralado e gel de chia.

Pelas próximas semanas, acabaram-se as porções de batata frita, os queijos & vinhos, a maminha fatiada com farofa… talvez acabe também a felicidade, mas o importante é que estaremos clean. Sobrevivemos a um almoço em família sem quebrar as regras do jogo e assistimos aos Rolling Stones bebendo água, acho que ficaremos bem.

(Eu comprei o livro “Clean” na Amazon Brasil, em formato digital, incrível para tirar dúvidas usando o botão “buscar” no Kindle, mas o site também tem ótimas dicas e explicações, para quem não quer ir tão a fundo no assunto.)

 

 

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Um comentário em “Explicando o mau-humor das próximas semanas

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