Bodas de Beijinhos

O tempo tá passando tão rápido que foi só piscar os olhos e pá: comemoramos um mês de casados.Confesso que não foi a primeira coisa que pensei quando acordei, nem a segunda. Na verdade, só me dei conta disso perto da hora do almoço (significa?). Apesar do lapso inicial, essa data não podia passar em branco. Gastei minha hora de almoço entendendo o funcionamento do site das Olimpíadas e descolei um par de ingressos para um jogo de Basquete, que, me disseram, tem potencial para ser bom. O Marido já sabe que se faltar ideia ou tiver que improvisar, é só me levar pra jantar num lugar diferente que eu fico feliz! E foi o que fizemos: ele escolheu o Lorenzo Bistrô, no Jardim Botânico.

A casa de  três andares, onde antes funcionava o Lulu, tem um clima gostoso de bistrô francês mesmo, apesar das toalhas brancas lisas. Infelizmente, o terraço não abre às terças-feiras, então nos acomodamos numa simpática mesa para dois no segundo andar e ficamos nos perguntando quantos milhões de reais teriam sido gastos para decorar uma parede com garrafas de vinho magnum e double magnum de marcas famosas, como Romanée-Conti, Montrachet…..

A escolha da vinho ficou por minha conta: a carta é bem variada – tanto no quesito origem, quanto no quesito custo. Fomos de vinho português, Flor do Crasto (R$ 99), vinho de corte, da região do Douro, bem equilibrado e um bom custo-benefício. Ao invés de entrada, optamos por aceitar o couvert: focaccia (muito) fofinha, grissini de focaccia bem crocante, alho assado na casca (fica cremoso), mix de azeitonas com cebolas em conserva (uma delícia para molhar a focaccia) e pasta de ricota com tomate seco (que comi sozinha). Admito que há tempos não comíamos um couvert tão gostoso, tudo bem feito e saboroso. Como a fome era grande, aceitamos até uma reposição.

O cardápio tem ótimas opções (tantas que já queremos voltar lá), mas depois de umas dicas do maître, ficamos com um steak au poivre e a costela de cordeiro.

O segredo do steak au poivre está não só no molho, como também na qualidade da carne. E o Marido, fã nº1 desse prato, garante que há tempos não comia um poivre tão bom. Um belo pedaço de carne – suculenta e macia-, com molho cremoso, escuro como rôti e mix de grãos de pimenta (preta, verde, vermelha).  A carne vem acompanhada das famosas batatas dauphinois – batatas cortadas em rodelas finas e gratinadas com molho de creme de leite e, geralmente, um pouco de queijo também.  Uma espécie de comfort food francesa para uma noite chuvosa.

Eu fui de costela de cordeiro, prato que, segundo o maître, é um dos mais pedidos do cardápio atual. A costela é servida desossada e, nesse caso, desossada significa bastante costela desfiada e colocada em um montinho para parecer um pedaço de carne inteira. A carne estava super macia, derretendo na boca, e muito bem temperada, com molho feito com com a gordura da própria carne. Claro que também encontrei um pouco de gordura, mas isso ajuda a dar sabor e impede que ela fique ressacada. Acompanhando, farofa de panko, bem crocante e caprichada no alho, e batata Hasselback – uma espécie de batata assada, só que cortada em flor, e com um pouco de queijo gratinado em cima -, desses acompanhamentos gostosos, mas sem ofuscar o prato principal. Tudo bem quentinho e saboroso.

Levamos um tempo para nos recompor da fartura, e aí era hora do doce. Foi difícil, mas convenci o Marido a pedirmos uma sobremesa para cada: ele foi de panqueca de doce de leite – sobremesa campeã de pedidos do Lorenzo – e eu, de semifreddo. As sobremesas demoram um pouco para serem servidas, mas valeram a espera.

Semifreddo é só um jeito mais chique para falar sorvete, mas o apelo estava no sabor: Nutella! Sim, duas bolas de sorvete de Nutella, hiper cremoso e geladinho, com amêndoas em lascas. A panqueca, servida com sorvete (não semifreddo) de creme, tinha massa leve e fina, uma quantidade incrível de doce de leite argentino cremoso de recheio, e o Marido agradeceu por não ter que dividi-la comigo (pessoalmente, achei que a panqueca estava uma delícia, mas poderia ter sido servida mais quente).

Um jantar para representar bem o que a gente espera do casamento: 1/4 rotina, 1/4  surpresa, improviso e novidade, 1/2 companheirismo, acompanhados de uma porção de respeito e admiração, bom-humor, paciência e compreensão. Li por aí que o segundo mês é bodas de sorvete, então acho que já sei aonde vamos no próximo mês!

(Lorenzo Bistro – End.: R. Visc. de Carandaí, 2 – Jardim Botânico – Tel.: (21) 3114-0855 – lorenzobistro.com.br )

 

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