“Poesia Concreta de tuas Esquinas”

É tanta coisa acontecendo que falar de comida é a última coisa que passa pela cabeça. Mas depois dos últimos acontecimentos, só mesmo um vinho e uma nova aventura gastronômica para desanuviar a mente.

Mudar de bairro é uma coisa, mudar de cidade é um pouco mais complicado, mas claro que qualquer escolha é fortemente influenciada pela quantidade de bons restaurantes nas redondezas. Assim foi que, num passeio inesperado para aprovar o que pode vir a ser nosso novo lar, nos vimos diante de um restaurante de esquina anunciando um Leitão como prato dia.

Gajos é um estabelecimento que se auto-intitula Bar e Restaurante Ibérico. Paredes de madeira, com  janelas de vidro, que mantêm o ambiente iluminado, mas não tanto a ponto de inibir os mais incautos que desejam começar o happy hour em pleno horário de almoço. Bandeirolas de times portugueses famosos e um quadro negro com uma bela seleção de drinks e bebidas. 

Para fazer jus às origens, pedimos um vinho português (R$ 90) – Flor de Maio, um típico Alentejano, leve, simples e bom para acompanhar refeições,  com Touriga Nacional e Shiraz – e croquetes de pato de entradinha (o Marido já sabia desde o princípio o que ia pedir, mas eu ainda precisava de um tempo para escolher).

Tantas opções boas: desde entradinhas (fiquei tentada a almoçar  só nas tascas), passando pelos clássicos pratos de bacalhau, frutos do mar e opções mais inusitadas como alheira com espinafre.
Os croquetes (R$ 27) chegaram e, com a fome de quem acordou às 05am em pleno sábado, atacamos os pequenos bolinhos crocantes. Por dentro, pato desfiado e ligeiramente cremoso, bem temperado com tomate, ervas, e uma camada de molho bechamel entre o recheio e a crosta sequinha. Melhor, só colocando a famosa Piri-Piri para dar um toque apimentado. 

De prato principal, o Marido foi de Leitão e eu optei pelo Arroz de Polvo. O Leitão (R$ 78) era prato do dia naquele sábado, dois belos pedaços de porco (costela e pernil),  suculento e com pele tão pururucada que ao invés de cortar, o Marido teve que quebrar pedaços do leitão.  De acompanhamento, molho a base dos sucos do próprio leitão e pimenta do reino, arroz branco e batatas portuguesas. Saboroso e tão bem servido que levamos uma quentinha.

O Arroz de Polvo (R$ 62) chegou servido numa frigideira de ferro fundido, com protetor no cabo para não queimar ninguém, e estava tão bom que me senti na península ibérica. Arroz cremoso, polvo macio em rodelas pequenas, pedaço de tomate e brocolis, caprichado na cebola. O mundo precisa de mais lugares que saibam preparar polvo com tanta maestria.

Para encerrar, as sobremesas: uma queijadinha Dom João VI (R$17) – um bolinho leve e úmido com lascas de coco (lembra um pouco um bolo de aipim com coco), servido quente com sorvete e calda de doce de leite; e Baba de Camelo (R$ 15) – uma espécie de mousse de doce de leite (daqueles feitos de leite condensado cozido) com lascas de amêndoas por cima, doce, sem ser enjoativo. Sobremesas tão boas que foi alívio cada um ter a sua.

As experiências gastronômicas em São Paulo começaram com o pé direito. E já que o mundo está indo pras cucuias, é melhor morar onde a oferta é farta e a comida é boa.

(Gajos Bar e Restaurante Ibérico – End.: Al. dos Arapanés, 1307 -Tel.: (11) 5543-9749 – https://www.facebook.com/gajosmoema/ )

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