Fazer mudança é sentir-se num show de mágica: quanto mais caixas você abre, mais caixas aparecem para você abrir. As caixas, muitas caixas que não se desmontam sozinhas e continuam cheias de coisas possivelmente inúteis já que em mais de um mês você não sentiu falta de nada que está ali. A verdade é que mudança deve ser um bom momento para ler a Marie Kondo e é uma ótima desculpa para buscar aquela comida nem tão saudável como recompensa depois de um longo dia acompanhados de furadeira, aparafusadeira e o aspirador de pó.

Indo almoçar  às 18h de um sábado, demos de cara com um restaurante alemão, Windhuk, um refúgio da bagunça da casa e da chuva incessante que não parava de cair em São Paulo. Com cara de restaurante tradicional, desses que a decoração e os garçons pararam no tempo, com mesas de madeira e toalhas xadrez, a casa tem serviço atencioso e comida típica alemã.

Pedimos uma Warsteiner (R$ 13,40) para tirar a tensão dos ombros e salsichas mistas fritas (R$ 33,60) para ir forrando o estômago enquanto escolhíamos o prato principal. A porção, bem servida, vem com salsichas vermelhas e brancas, cortadas em rodelas, fritas e com casquinhas crocante. Um espetáculo com as mostardas, escura e amarela, que ficam ali mesmo à mesa.

Nos decidimos, cada, pelo schnitzel e o garçom nos informou que podíamos pedir só um prato para dois. Fomos então de schnitzel suíno – o tradicional -, molho de páprika à parte, com bolinhos de batata frito (R$ 65) e uma porção adicional de spätzle (R$ 17), vício do Marido.

Para quem não sabe, o schnitzel é um bife à milanesa, super fino, bem crocante, normalmente feito com carne de porco e original de Viena (daí o nome Wiener Schnitzel). Além do original suíno, o Windhuk oferece também versões com carne de frango e de boi.

A comida não demorou para chegar, mas de cara já fiquei com ressabiada: aquele bife estava  bem mais grosso do que meus padrões europeus de schnitzel aceitam. O Marido não se incomodou, mas garçom insistiu em me trazer um outro. Agora sim: a beleza do schnitzel é que ele é praticamente um carpaccio à milanesa, super crocante e fininho.

Mas o segundo não decepcionou: um bife bem fininho, com casquinha crocante sequinho. O molho de páprika – que era doce e não muito picante – veio à parte, em quantidade generosa e bem cremoso.

Para acompanhar, os bolinhos de batata: imagine cozinhar  e amassar a batata, quase como um purê, então você faz bolinhas e depois frita. Fica macio, mas sem muito tempero, e é ótimo para comer com bastante molho. Já o spätzle – a versão alemã do gnocchi, só que feita com ovo, farinha e água-, para mim deixou um pouco a desejar (parecia meio cru), mas o Marido garante que foi um dos melhores que ele já comeu.

De sobremesa, obviamente, pedimos apfelstrudel (R$ 12,30). A sobremesa é feita na casa e pode vir servida com sorvete ou com creme, este último, também feito a casa. A fatia é bem servida, massa fininha, bastante recheio com lascas de maçã, passas e caprichado na canela. O creme é leve, com aquele ligeiro toque um azedinho.

O bom de se mudar é que o velho vira novo e os clássicos que estavam guardados no fundo do baú (da memória) voltam à tona.

(Windhuk – End.: Alameda dos Arapanés, 1400 – Tel.: 5044-2040 – www.windhuk.com.br)

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